O dia de ontem foi para o casal. Em vez de escrever aqui, mal pusemos o petiz na cama, resolvemos fazer uma soirée de casal. Nada de mais: jogamos cartas e comemos nozes variadas enquanto bebíamos uma cerveja cada. Merecemos. Isto de ficar em casa — mais do que o costume — custa um pouco. Digamos que "saímos" à noite.
Pouco antes, pré-jantar, o miúdo não quis ouvir os avisos, tanto do pai como da mãe, para que não se metesse entre as pernas da mãe, que estava a cozinhar. Ora, agarrado a uma das canelas da mãe, que se mexia pouco para não magoar o filho, o desgraçado ancorou o pé no tapete ao rodar um pouco em volta da perna da mãe. O tapete fugiu, a criança entrou em parafuso e foi de costas, a esfregar de cima a baixo, contra a esquina de um degrau do banco/escadote de cozinha que estava mesmo ao lado. Ficou com uma tatuagem em forma de foice, cor-de-rosa-esfolão, com uma ponta mais roxo-névoa-leve. Uma tatuagem mutante, uma vez que hoje a curva é menos rosa e mais totalmente roxo-névoa, menos leve. Bonito... As boas notícias é que ele não se queixa muito do toque. É um duro — que faz birra por não poder brincar com o telemóvel do pai.
Hoje viu alguns cães, o meu filho, durante um curto passeio por um cemitério/monumento dos homens da área mortos na Primeira Guerra Mundial, que é no topo de uma elevação considerável. As pessoas, nesta altura de reclusão social, levam os cães a passear para estes locais, na esperança de serem os únicos. Nós pensamos no mesmo, com o nosso filho, e não fomos originais. Mesmo assim, os visitantes eram em número suficiente para que as distâncias fossem consideráveis. O meu filho viu passar os cães ao longe, dando-lhes sempre o mesmo nome: "Cã!"
Pouco depois passamos por uma vacaria... "Qu'é?" apontou ele a todas a vacas que via, em fila no estábulo. "Vaca. Faz muuu!" Respondi eu a princípio. Depois passei ao "vacas; tudo vacas".
Sem comentários:
Enviar um comentário