Há já algum tempo que não escrevia cá nada. Este intervalo deveu-se a obrigações para com o petiz, que andou com febres altas durante demasiado tempo — para o meu gosto.
Num dia foi para a cama com uma febre ligeira, no dia seguinte não foi para a creche porque a febre não tinha baixado. Como não tenho que sair de casa para trabalhar, fiquei com ele. Nada de médicos — estamos num país em que ir ao Hospital, ou mesmo ao consultório do pediatra, antes do terceiro dia de febre, prostração e dificuldades em fazer comer a criança, é coisa de pessoas mal-formadas. É de evitar.
Nesse mesmo dia, mais à tarde, confirmei que o meu filho não sai ao pai no que à febre diz respeito. Eu, passando dos 37,5ºC de febre, estou às portas da morte. Fico de cama — ou sofá — a pensar em epitáfios, indeciso entre pedir doses cavalares de mimo ou eutanásia. Raramente passei dos 38, e nunca passei dos 39 (deduzo que me teria finado, por via de combustão espontânea). O meu filho estava na casa do 39, a roçar os 40, a brincar na mesma. Pronto... estaria um pouco mais rabugento mas, definitivamente, não prostrado. Andou como gosta — com pouca roupa.
Ao quarto dia de febres que chegaram perto dos 41ºC, a não ser que o apanhássemos com vontade de colaborar com a toma de paracetamol. Era domingo, pelo que não dava para ir à pediatra. Ao princípio da tarde, mais um pico de febre com momentos de prostração (só acima dos 40), e eu e a mãe lá nos pusemos a caminho do Hospital pediátrico, empurrando o enfermo no carrinho. 20 minutos a pé, mais ou menos, que dispuseram melhor o meu filho, pelo que fui olhado de lado pela médica quando ele vê um bebé com ar pouco doente à sua frente. Verificados os parâmetros suspeitos, lá nos deu razão: a criança estava de ouvidos e garganta inflamados, apesar de nada ter nos pulmões (ufa!). Com uma receita para xarope para a tosse outra para ibuprofeno, lá voltamos a casa.
Mais dois dias de febres mantidas baixas a medicação, nudez e/ou panos ensopados em água tépida, e não nos foi condenada a ida à pediatra. Estava tudo bem com os pulmões, mas as inflamações resistiam estoicamente, e fomos recambiados para casa com uma receita para um antibiótico.
Na segunda-feira seguinte, semana e meia depois do alarme, voltou à creche. Uma alegria só — das educadoras e de uma menina espanhola de 3 anos, que por alguma razão adora o meu filho. Para ele, foi um alívio face à seca que é estar em casa com o pai. Os fins-de-tarde com a mãe são diários e costumeiros — e menos chatos.
No dia seguinte, de novo no consultório da pediatra. Tinha uma vacina marcada há já um mês. Segundo a senhora, não fazia mal que ele tivesse acabado o antibiótico apenas no dia anterior. Lá fez a vacina e foi para a creche, apenas uma hora depois da hora marcada (tudo devidamente avisado, senão ainda podia ter a polícia à minha procura, para saber se estava tudo bem). Nessa noite, já em casa... 39ºC de febre.
Só foi para a creche hoje.
Num dia foi para a cama com uma febre ligeira, no dia seguinte não foi para a creche porque a febre não tinha baixado. Como não tenho que sair de casa para trabalhar, fiquei com ele. Nada de médicos — estamos num país em que ir ao Hospital, ou mesmo ao consultório do pediatra, antes do terceiro dia de febre, prostração e dificuldades em fazer comer a criança, é coisa de pessoas mal-formadas. É de evitar.
Nesse mesmo dia, mais à tarde, confirmei que o meu filho não sai ao pai no que à febre diz respeito. Eu, passando dos 37,5ºC de febre, estou às portas da morte. Fico de cama — ou sofá — a pensar em epitáfios, indeciso entre pedir doses cavalares de mimo ou eutanásia. Raramente passei dos 38, e nunca passei dos 39 (deduzo que me teria finado, por via de combustão espontânea). O meu filho estava na casa do 39, a roçar os 40, a brincar na mesma. Pronto... estaria um pouco mais rabugento mas, definitivamente, não prostrado. Andou como gosta — com pouca roupa.
Ao quarto dia de febres que chegaram perto dos 41ºC, a não ser que o apanhássemos com vontade de colaborar com a toma de paracetamol. Era domingo, pelo que não dava para ir à pediatra. Ao princípio da tarde, mais um pico de febre com momentos de prostração (só acima dos 40), e eu e a mãe lá nos pusemos a caminho do Hospital pediátrico, empurrando o enfermo no carrinho. 20 minutos a pé, mais ou menos, que dispuseram melhor o meu filho, pelo que fui olhado de lado pela médica quando ele vê um bebé com ar pouco doente à sua frente. Verificados os parâmetros suspeitos, lá nos deu razão: a criança estava de ouvidos e garganta inflamados, apesar de nada ter nos pulmões (ufa!). Com uma receita para xarope para a tosse outra para ibuprofeno, lá voltamos a casa.
Mais dois dias de febres mantidas baixas a medicação, nudez e/ou panos ensopados em água tépida, e não nos foi condenada a ida à pediatra. Estava tudo bem com os pulmões, mas as inflamações resistiam estoicamente, e fomos recambiados para casa com uma receita para um antibiótico.
Na segunda-feira seguinte, semana e meia depois do alarme, voltou à creche. Uma alegria só — das educadoras e de uma menina espanhola de 3 anos, que por alguma razão adora o meu filho. Para ele, foi um alívio face à seca que é estar em casa com o pai. Os fins-de-tarde com a mãe são diários e costumeiros — e menos chatos.
No dia seguinte, de novo no consultório da pediatra. Tinha uma vacina marcada há já um mês. Segundo a senhora, não fazia mal que ele tivesse acabado o antibiótico apenas no dia anterior. Lá fez a vacina e foi para a creche, apenas uma hora depois da hora marcada (tudo devidamente avisado, senão ainda podia ter a polícia à minha procura, para saber se estava tudo bem). Nessa noite, já em casa... 39ºC de febre.
Só foi para a creche hoje.