Eu e a minha mulher temos andado preocupados, e ensonados, com a mania do nosso rapaz em mudar de cama a meio da noite, ocupando a nossa e os nossos sonos de beleza. Depois do texto anterior, há dois dias, eu tive a ideia de preparar o sofá-cama que está no quarto do petiz para que, mal ele chegasse à nossa cama, nós nos mudássemos para aquela, no quarto dele. A ideia seria que ele visse que mudar de cama, para dormir com os pais, não serviria de nada. A minha mulher concordou, e assim fizemos.
Logo naquela noite, por volta das 5 da manhã, lá veio ele para cima de mim. Estremunhado, foi preciso a Mãe recordar-me do plano. Lá cambaleei, atrás da minha mulher, até a cama feita ao lado da do meu filho. Ele ficou na nossa cama, sozinho. Cerca de 15 minutos depois, muito assertivo, o nosso filho entra pelo seu quarto a dentro, tenta enfiar-se debaixo das suas cobertas, e levanta a voz de comando: "é meu q'arto!" O malandro expulsava-nos do seu quarto. Eu obedeci, passando pela cama dele para o assistir na difícil manobra de se cobrir.
Pelos vistos, o meu filho é como "O Leão da Estrela". O que é meu, é nosso, o que é dele, é... dele. Que lata...!
(Esta noite, a segunda da experiência e depois de reclamar por ter uma segunda cama feita no seu quarto — tentou desfazê-la —, ficou na sua cama até nos chamar, eram já 7 e um quarto da manhã. Vitória!... para já.)