Toda a gente pode mudar de opinião. É natural, e saudável, que o façamos de vez em quando. Quanto à opinião mais básica, os gostos, mais natural é, principalmente quando falamos de um indivíduo no começo da sua exploração do mundo e de si próprio.
Nos últimos dias, eu sempre a pensar no Booba, nos Oddbods e nos Superwings, vi o meu filho mudar a sua preferência de bonecada em pouco tempo. O desgraçado do homúnculo não-verbal, de pêlo branco e cauda de pincel, Booba de sua graça, não tem sido escolhido para passar o tempo do príncipe da casa, como o bando de esquisitos mas divertidos Oddbods foi esquecido, e os Superwings são já apenas fonte de divertimento quando lhe apetece sacudir a fralda numa rockalhada — quer ouvir a música de entrada, e pouco mais.
A peste da Masha e o desgraçado do Urso, que eu pensei esquecidos, voltaram à playlist de sua senhoria, mas só para um ocasional cheirinho. O fedelhos que se mascaram de pijama, com poderes animalescos e para quem a noite vem sempre no preciso momento em que são precisos para salvar a cidade de outros fedelhos, foram pelo mesmo caminho; é um cheirinho ocasional.
O que o meu filho agora quer ver até lhe saltarem as órbitas dos olhos, são as fabulosas (e um bocado trapalhonas) aventuras da Barbie. Sim... a Barbie. Já papou uma das séries e vai na segunda. A Barbie. Aquilo é tão vazio e tonto que eu fico com palpitações de cada vez que ele me aponta o quadradinho da Barbie na página dele do serviço de streaming que me sai do bolso...!
Para a semana há-de ser outra coisa. Ou assim espero — afinal, eu vejo quase tudo o que ele vê, e eu não quero ver a Barbie....!
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