Em primeiro lugar, alívio! O meu filho não é machista; pelo menos não para já. Hoje fomos os três dar um passeio à serra, conduzidos pela minha mulher. O nosso menino não disse palavra, como habitual. Gozou a viagem e pronto.
De resto, dia calmo. A grande evolução foi que, na hora da sesta, aquela a que ele tinha por hábito resistir sempre um bocadinho, me pregou uma partida. Positiva, mas uma partida. Levantou-se, com ar ensonado mas decidido, e dirigiu-se ao seu quarto. Segui-o. Ele foi directo à lua da luz azul que o embala com musiquinha e ligou-a. Eu aproveitei e corri para a janela e baixei o estore, virei-me para trás e perguntei-lhe se queria mudar a fralda — nunca se sabe. Ele abanou-me a cabeça, de chucha bem presa na boca, enquanto metia uma mãozinha por cima da grade da cama e apontava para o colchão. Nem pensei duas vezes.
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