quarta-feira, 20 de março de 2019

Dia do pai, +1

Ontem foi dia do pai, dizem. Foi o meu segundo, sendo que no ano passado eu ainda andava de cabeça à roda com a falta de sono própria do primeiro mês de paternidade, a cabecear a cada dois passos arrastados, sem saber se a boca se abria para falar ou babar. A minha, claro. Este ano o dia foi menos ensonado, mas mais stressante. O meu filho acordou com manchas vermelhas, tridimensionais, principalmente na cara. Pensei em tanta coisa má que o meu subconsciente deve achar, hoje, que é médico. Sem febre, bem-disposto o dia todo, e sem queixas ao toque, o meu filho foi-me deixando mais relaxado.
Já o senhor Google contribuiu, e muito, para que a mãe ficasse mais nervosa — mas sempre composta, que a minha mulher não entra em pânico e só usa o Google para se inteirar de possibilidades, não para procurar diagnóstico médico. Eu, que prefiro o telefone ao senhor Google, fui lembrado pelo meu progenitor (e, ele sim, médico) de que eu, infante quase perfeito que fui, era dado a ocasionais manchas vermelhas tridimensionais. Fungo, esclareceu ele. É deixar passar. Como hoje as manchas eram só uma memória quase imperceptível e o menino nunca se mostrou minimamente preocupado, apostamos numa levíssima reacção alérgica.
Leve, mas pesou-nos sempre no sistema nervoso. O que me ajudou foi que o meu filho me deu uma prenda que me ajudou a relaxar depois de ele adormecer. O meu pequerrucho deu-me, sem saber (a mãe mima o pai), um recipiente que facilita o consumo de bebidas à base de cereais fermentados.

PS: Enquanto escrevia este pequeno texto, o petiz resolveu que seria divertido enfiar-se no meio das almofadas que enfeitam o sofá, e rebolar em direcção ao precipício. Tive que o pôr no chão à segunda vez que o agarrei mesmo antes de cair. Em vez de apanhar um susto, achou piada...

Sem comentários:

Enviar um comentário